No mês passado o jornal Valor Econômico publicou a matéria “Gestores falham na hora de motivar equipes na crise”. Eles entrevistaram 115 executivos e chegaram a tais resultados: 33,9% afirmaram que o clima piorou por conta das reestruturações feitas diante da crise e cerca de 24% consideram que o clima piorou de uma forma geral, apesar de a companhia não ter promovido mudanças drásticas.
Outro fator que observaram foi que em vez de tomarem a frente processo com garra e entusiasmo, há muitos lideres desmotivados, com dificuldades no seu negócio e que, por não conseguirem esconder da equipe o desânimo, acabam ‘contaminando’ ainda mais o ambiente de trabalho. A postura do líder é fator de inspiração, portanto a forma como ele se comunica com a equipe é determinante para o comprometimento dos funcionários em tempos de crise.
Para Milton Pereira, diretor da Serasa, empresa exemplo de clima organizacional, a comunicação interna tem de ser priorizada em momentos de crise. Para garantir o clima de engajamento na empresa, a Serasa ensina algumas lições:
- Coesão entre diretores e as lideranças;
- Investimento de comunicação interna;
- Transparência e freqüência na divulgação dos resultados;
- Comunicar internamente antes de divulgar para fora;
- Ênfase no desenvolvimento das pessoas e estímulo à comunicação.
Quando um funcionário entende o que esta acontecendo, ele também entenderá as mudanças e reestruturações necessárias: “Se há uma comunicação clara, não é que a pessoa vai ficar satisfeita e feliz, mas ela é capaz de entender, assimilar, ultrapassar a questão pessoal e se comprometer com a empresa”, diz William Bull, consultor sênior de capital humano da Mercer.
A motivação não é questão do RH, mas sim do presidente das empresas, que precisam se lembrar que por terem a posição de lideres, são responsáveis pela motivação e por consequência do engajamento dos funcionários, principalmente nos tempos da crise. Não podemos falar de motivação sem liderança e sem comunicação interna, são fatores fundamentais para o engajamento dos funcionários, com ou sem crise.
Para quem tiver interesse, a matéria do Valor Econômico foi publicada no dia 20 de maio, 2009.
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